Novos fármacos neuroprotetores para a doença de Parkinson: peptídeos isolados da peçonha de vespas sociais livres e associados a nanoformulações
Doença de Parkinson; Neurovespina; nanotecnologia; 6-OHDA; neurodegeneração
A doença de Parkinson (DP) é uma patologia neurodegenerativa com enormes prejuízos sociais e psicológicos na vida dos afetados. As causas do aparecimento da doença ainda permanecem sem total esclarecimento, uma vez que a enfermidade apresenta componentes multifatoriais. As principais características fisiopatológicas da doença são a degeneração de neurônios dopaminérgicos dos Núcleos da Base, em especial a Substancia Negra (SN) e a presença de corpos de inclusão eosinófilos no citoplasma dos neurônios, conhecidos como corpos de Lewy. A ausência de medicamentos aprovados em humanos capaz de alterar a evolução da enfermidade, além dos efeitos adversos associados aos tratamentos convencionais existentes, resulta em uma urgência no desenvolvimento de novas estratégias no estudo da doença quanto em tratamentos mais eficazes que possibilitem modificar o curso da patologia. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a atividade neuroprotetora do peptídeo sintético Neurovespina (um análogo do peptídeo isolado de vespa social) em sua forma livre e associado a nanotecnologia, no modelo murino da Doença de Parkinson por injeção unilateral intraestriatal da neurotoxina 6-OHDA. Foram utilizados 3 dias de ensaio para avaliar, duas administrações por dia do peptídeo livre (ou uma por dia associada a nanotecnologia) durante 7 dias, os efeitos do peptídio livre e associado a nanotecnologia. A avaliação do comprometimento motor foi aferida no equipamento RotaRod por meio da latência de queda, apresentando diferença estatística entre os grupos Sham e Controle Lesão (6-OHDA). O teste do cilíndro foi realizado pra avaliar a assimetria dos membros anteriores durante a tarefa de exploração e não apresentou diferença estatística significativa entre os grupos. A contagem de neurônios revelou diferença estatística significativa (entre o lado lesionado e o lado sadio) nos grupos nanoneuro e controle lesão. Na análise de neurônios THr remanescentes (porcentagem em relação ao lado contralateral) na SN, apenas o grupo Neurovespina não apresentou diferença estatística significativa quando comparada com o grupo Sham. A inspeção da Densidade Ótica estriatal demonstrou diferença estatístitica significativa (entre os lados sadio e lesionados) em todos os grupos de tratamento com exceção do grupo Sham. Os resultados deste trabalho indicam e corroboram a ação neuroprotetora do peptídeo sintético Neurovespina (em sua forma livre) nos neurônios dopaminérgicos da SN, após a lesão instraestriatal de 6- OHDA, como potencial fármaco modelo para o desenvolvimento de novas moléculas neuroativas para o estudo da DP.