Banca de DEFESA: PRISCILLA DAIANNE GONCALVES SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PRISCILLA DAIANNE GONCALVES SILVA
DATA : 11/11/2024
HORA: 10:30
LOCAL: Sala de Reunião 1 / Teams da Microsoft
TÍTULO:

Neurovespina como Terapia Adjuvante na Epilepsia Canina Farmacorresistente


PALAVRAS-CHAVES:

epilepsia, crises epilépticas, peptídeos, drogas antiepilépticas, cães ”


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A epilepsia é a doença neurológica crônica mais frequente cães e humanos e, em ambas as espécies, a refratariedade aos fármacos antiepilépticos é um problema que afeta gravemente a qualidade de vida. Diante desse quadro, a medicina translacional tem trabalhado com novas pesquisas, incluindo o cão como modelo de epilepsia para seres humanos. O peptídeo denominado de “Neurovespina” (NV) foi desenhado a partir de um peptídeo natural extraído da peçonha de vespas sociais endêmicas do cerrado brasileiro contendo neuroativos que vem sendo testados para o tratamento de doenças neurológicas ou neurodegenerativas e seu uso obteve adequado controle das crises epilépticas em primatas e camundongos Swiss. As vantagens de seu uso terapêutico incluem alta potência, excelente seletividade, baixa toxicidade, e poucos efeitos adversos. O presente estudo selecionou seis cães classificados com epilepsia idiopática de causa desconhecida no critério Tier II associado ao painel para diagnóstico de doenças infecciosas. Mantendo a medicação antiepiléptica convencional, a NV foi administrada na dose de 0,3 a 0,4ml, a cada 8 horas, por via subcutânea. A frequência e gravidade das crises foi acompanhada semanalmente por 6 a 54 meses. Resultados revelaram ausência de efeitos adversos (P > 0,9999), de alterações no eletrocardiograma (P > 0,9999) e de PAS (p = 0.2585) nos cães tratados e em oito cães do grupo controle. A frequência média semestral (FMS) das crises sofreu redução após o uso da NV no grupo tratado com valores de p=0,0312 e 0,044. As principais desvantagens do peptídeo estiveram relacionadas à via de administração subcutânea (SC) e frequência de administração. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que a NV representa uma alternativa promissora para o manejo da epilepsia farmacorresistente. A possível influência na FMS e ausência de efeitos adversos sugerem que a NV pode ser uma opção como terapia adjuvante para cães e, futuramente, humanos. Todos os cães tiveram melhora na qualidade de vida, atribuídos à redução de crises agrupadas, status epilepticus, redução do período pós ictus e/ou melhora cognitiva. Entretanto esses achados sublinham a necessidade de estudos futuros que aprofundem a investigação sobre o uso clínico da NV em populações mais amplas, via de administração transdérmica e a quantificação sérica na NV com objetivo de melhorar a definição das doses.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - ***.214.781-** - GABRIEL AVOHAY ALVES CAMPOS - UnB
Presidente - 2567703 - MARCIA RENATA MORTARI
Interno - 1952915 - RAFAEL PLAKOUDI SOUTO MAIOR
Externo à Instituição - ROGERIO MARTINS AMORIM - UNESP
Notícia cadastrada em: 20/09/2024 18:55
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