Preservação de vestígios de interesse forense em unidades de emergência hospitalar: elaboração e validação de protocolo de enfermagem
Enfermagem Forense; Enfermagem de Emergência; Direito à Justiça; Violência; Serviços de Emergência; Assistência de Enfermagem.
Introdução: A preservação de vestígios forenses em unidades de emergência é um elemento crucial para a investigação de crimes violentos. Enfermagem forense, regulamentada no Brasil pela Resolução COFEN 556/2017, visa capacitar profissionais a identificar, coletar e preservar evidências. No entanto, há uma lacuna no uso de protocolos adequados para essa preservação no Brasil, o que compromete a justiça. Método: O estudo utilizou uma abordagem metodológica quantitativa em quatro etapas: revisão da literatura, elaboração de um protocolo, validação de conteúdo por especialistas e validação semântica e de aparência. Foram utilizados artigos científicos e protocolos internacionais como base para o desenvolvimento do instrumento, seguindo as diretrizes do PRISMA-ScR e comitês de especialistas para validação. Resultados: A revisão da literatura identificou 23 documentos que discutem as melhores práticas para a preservação de vestígios. Com base nisso, foram elaborados protocolos detalhados sobre os recursos físicos, materiais e humanos necessários. O protocolo foi validado por 15 especialistas, resultando em um instrumento eficaz que abrange desde a coleta de evidências biológicas até o cuidado com vestígios em situações de trauma. Discussão: A pesquisa revelou uma carência de padronização nos atendimentos a vítimas de violência, o que pode levar à perda de vestígios cruciais. O protocolo proposto preenche essa lacuna, delineando procedimentos para garantir que os vestígios sejam preservados adequadamente até que sejam transferidos à autoridade competente. Conclusão: A implementação do protocolo de enfermagem forense em unidades de emergência é essencial para garantir a justiça e a proteção dos direitos das vítimas. A validação do instrumento reforça sua aplicabilidade e sua importância na formação de enfermeiros forenses no Brasil.