Estudo do perfil funcional preditor de desempenho em direção veicular on road entre motoristas idosos
idoso, direção, capacidade física, avaliação e trânsito.
A população global de condutores idosos licenciados registrou um aumento notável. Sabe-se que as alterações físicas e cognitivas são inerentes ao processo de envelhecimento. As deficiências sensoriais, cognitivas e físicas entre os motoristas estão associadas ao risco de acidentes e ao pior desempenho ao dirigir. Nesse contexto, o impacto das deficiências físicas no desempenho na estrada permanece insuficientemente compreendido, especialmente na população brasileira, destacando a necessidade de avaliar a aptidão para dirigir nesse grupo demográfico. O objetivo deste estudo foi avaliar a função física de motoristas idosos brasileiros residentes na comunidade em domínios relevantes para a direção e, em seguida, associar esses achados ao desempenho desses motoristas em um exame de direção padronizado em condições reais de trânsito urbano. Uma amostra de 139 voluntários (idade média de 70,7 anos) realizou testes para avaliar a funcionalidade física antes da avaliação na estrada em uma rota média padronizada de 10 km em estradas urbanas. Neste estudo não houve associação entre funcionalidade física e aptidão geral para dirigir. Erros em manobras específicas (dirigir em cruzamentos, mudar de faixa e entrar em faixas) foram associados a declínio em velocidade de caminhada.