Banca de DEFESA: Guilherme Almeida Elidio

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Guilherme Almeida Elidio
DATA : 09/12/2025
HORA: 07:30
LOCAL: Plataforma Teams
TÍTULO:

ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: PERSPECTIVAS PARA INTEGRAÇÃO NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

“Serviços de Vigilância Epidemiológica; Atenção Primária à Saúde; Sistema Único de Saúde; Doenças Transmissíveis; e Políticas de Saúde”


PÁGINAS: 100
RESUMO:

“A pandemia de Covid-19 evidenciou a necessidade premente de integrar a vigilância epidemiológica aos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Embora a APS exerça papel estratégico como porta de entrada do sistema, observa-se uma fragmentação entre vigilância em saúde e atenção primária, comprometendo a detecção precoce e o controle eficaz de agravos, principalmente em populações vulneráveis. Diante desse contexto, esta tese buscou elaborar evidências que sustentem a importância da integração da vigilância epidemiológica à APS no SUS do Brasil. A pesquisa foi estruturada em seis estudos, organizados em três delineamentos metodológicos principais. Inicialmente, realizou-se um estudo descritivo para caracterizar o cenário epidemiológico das Doenças e Agravos de Notificação Compulsória e Imediata (DANCI) reportados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Brasil em 2022. Em seguida, conduziram-se quatro estudos no formato de cartas com análises críticas e reflexões sobre a relevância da vigilância epidemiológica para o fortalecimento da política de APS. Por fim, elaborou-se uma síntese de evidências visando subsidiar a integração entre vigilância em saúde e APS. Os resultados indicam que, em 2022, todas as UBSs notificaram apenas nove das 32 doenças de notificação compulsória e imediata previstas pelo Ministério da Saúde, sendo a Febre Maculosa e a Malária as mais notificadas (artigo 1). Na epidemia de dengue em 2024, a APS destacou-se como aliada fundamental do SUS, graças à sua capilaridade em todo o território nacional (artigo 2). Também se constatou que, no município de São Paulo, entre 2011 e 2022, 22,8% das internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ICSAP) em crianças menores de um ano poderiam ter sido evitadas; dessas, 86% foram causadas por sífilis congênita, condição passível de prevenção com o fortalecimento da vigilância epidemiológica nas UBSs (artigo 3). Além disso, verificou-se que a vigilância epidemiológica reforçada na APS é essencial para o sucesso de programas de eliminação de doenças transmissíveis, como a hanseníase (artigo 4). Em avaliações de políticas públicas em países sul-americanos, a vigilância epidemiológica é apontada como componente crucial para a análise da implementação da APS (artigo 5). Por fim, elaborou-se uma síntese de evidências para apoiar propostas de integração entre vigilância em saúde e APS (artigo 6). Conclui-se que a integração entre a vigilância epidemiológica e a Atenção Primária à Saúde é indispensável para o aprimoramento da capacidade de resposta do SUS frente aos desafios epidemiológicos. A fragmentação atual limita a eficácia das ações preventivas e de controle de agravos, sobretudo em populações vulneráveis. O fortalecimento dessa articulação potencializa a detecção precoce, a implementação de medidas de intervenção e o acompanhamento contínuo das condições de saúde, contribuindo. Assim, investir na integração entre vigilância e APS é uma estratégia essencial para o desenvolvimento sustentável e a qualificação do sistema de saúde brasileiro. ”


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 404501 - DIRCE BELLEZI GUILHEM
Externa à Instituição - FLAVIA CASELLI PACHECO - MS
Externa à Instituição - GILMARA LIMA NASCIMENTO - SESDF
Interna - ***.616.438-** - MARIA RITA CARVALHO GARBI NOVAES - UnB
Externo à Instituição - SUDERLAN SABINO LEANDRO - SESDF
Notícia cadastrada em: 28/10/2025 16:07
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