Aspectos clínicos, saúde bucal e funcionalidade de pacientes críticos dialíticos em UTI: estudo prospectivo
“Unidade de Terapia Intensiva; Insuficiência Renal Aguda; Terapia de Substituição Renal; Diálise; Saúde Bucal; Reabilitação”
“Introdução: Pacientes críticos em UTI que necessitam de suporte dialítico apresentam alta complexidade clínica, o que pode causar repercussões sistêmicas que afetam a saúde bucal e a mobilidade. Objetivo: Avaliar os aspectos clínicos, as condições de saúde bucal e a funcionalidade de pacientes críticos dialíticos internados em uma UTI, comparando os subgrupos IRA e DRC. Metodologia: Estudo prospectivo observacional com 68 pacientes em uma UTI no DF. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e avaliadas a saúde bucal e a funcionalidade. Resultados: A sepse foi o principal motivo de internação, com HAS e DM como comorbidades prevalentes. A incidência de pacientes com IRA foi de 55,9%, sendo a hemodiálise convencional intermitente a modalidade mais utilizada. O etilismo destacou-se como fator de risco crítico no grupo IRA. Pacientes com IRA apresentaram escores SAPS3 mais elevados, maior tempo de VM, internação prolongada e maior taxa de mortalidade em comparação ao grupo DRC. Quanto à saúde bucal, o edentulismo foi frequente. Pacientes com IRA exibiram maior viscosidade salivar na admissão, com redução significativa na alta. O ressecamento labial foi comum em ambos os grupos, enquanto lesões ulceradas foram mais expressivas no grupo DRC. Na análise da funcionalidade Observou-se que o grupo com DRC apresentou um desempenho funcional superior e mais homogêneo. O grupo com IRA demonstrou maior restrição de mobilidade e dependência funcional. Não houve diferença significativa entre categorias de evolução na condição oral e funcionalidade na alta. Conclusão: Pacientes críticos dialíticos apresentam elevada gravidade e expressivo comprometimento funcional e oral. A integração de cuidados multidisciplinares, incluindo a odontologia e a fisioterapia, é essencial para reduzir a morbidade e favorecer a recuperação clínica e funcional nesta população”