Banca de DEFESA: Sabrina Simplício de Araujo Romero Ferrari

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Sabrina Simplício de Araujo Romero Ferrari
DATA : 05/12/2025
HORA: 14:30
LOCAL: A definir.
TÍTULO:

Expressão da Rede Regulatória de miR-7, miR-671, Cyrano (OIP5-1AS) e CDR1as em Modelo In Vitro de Neurodegeneração Dopaminérgica Induzida por MPP+


PALAVRAS-CHAVES:

miR-7, miR-671, Cyrano, CDR1as, doença de Parkinson


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo crônico que afeta o movimento e pode prejudicar também a cognição. É caracterizada patologicamente pela perda de neurônios dopaminérgicos na via nigroestriatal e pela formação de corpos de Lewy, resultantes da agregação e depósito intracelular de alfa-sinucleína. RNAs regulatórios, incluindo RNAs longos não codantes (lncRNAs), RNAs circulares (circRNAs) e microRNAs (miRNAs), estão funcionalmente relacionados e envolvidos na fisiopatologia da DP. Cyrano é um lncRNA (também conhecido como OIP5-AS1), participa do desenvolvimento embrionário, agindo em processos como proliferação, apoptose e mitose, e pode estar envolvido em doenças neurológicas, inflamatórias e câncer. Uma das suas funções moleculares importantes é a capacidade de interagir com o miR-7, podendo promover sua degradação, pois possui um sítio de ligação complementar. O RNA circular CDR1as (Cerebellar degeneration-related protein 1 antisense RNA) é um dos mais bem caracterizados circRNAs, altamente expresso no cérebro de mamíferos, com mais de 70 sítios de ligação para miR-7, atuando, assim, como um "reservatório" de miR-7. Outro microRNA relevante é miR-671, que contribui para a patogênese de várias doenças, incluindo a DP. Esse microRNA regula negativamente o gene CDR1as via AGO2, portanto faz parte da rede regulatória do miR-7, juntamente com CDR1as e Cyrano. O presente estudo teve como objetivo investigar a expressão de Cyrano, CDR1as, miR-7 e miR-671 no modelo in vitro de neurodegeneração dopaminérgica induzida por MPP⁺, utilizando células SHSY5Y. A exposição de células SH-SY5Y ao MPP+ por 24 horas causou redução dosedependente da viabilidade celular de 87,30%, 81,20%, 58,7%, 34,2%, e 15% nas respectivas concentrações de 0,25 mM, 0,5 mM, 1 mM, 2 mM e 4 mM. Também foi observado aumento significativo no estresse oxidativo nas concentrações de MPP+ 0,5 mM, 1,0 mM e 2,0 mM, juntamente com alterações morfológicas típicas de apoptose, como condensação e fragmentação nuclear. A contagem de núcleos apoptóticos revelou que a apoptose foi dose-dependente (P<0,05). Finalmente, a análise de expressão por RT-qPCR mostrou uma desregulação significativa da rede regulatória nos grupos expostos a MPP+. Houve aumento de 2,04 vezes na expressão do CDR1as (P=0,0083) e redução de 0,439 e 0,613 vezes na expressão de miR-671 e miR-7, respectivamente (P<0,05). Por outro lado, Cyrano não apresentou diferença estatisticamente significativa de expressão gênica. Os resultados demonstram que a toxicidade induzida por MPP+ afeta a rede regulatória de miR-7 e sugerem o envolvimento desses ncRNAs na perda de viabilidade celular, o que os indica como potenciais biomarcadores e alvos promissores para terapias neuroprotetoras. Estudos futuros de silenciamento e análise em amostras de pacientes são necessários para confirmar o papel desses RNAs na degeneração de neurônios dopaminérgicos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1307139 - FABIANO JOSE FERREIRA DE SANT ANA - nullExterno à Instituição - FERNANDO FRANCISCO BORGES RESENDE - UNICEPLAC
Externo ao Programa - ***.731.541-** - RAPHAEL SEVERINO BONADIO - PADOVA
Presidente - 1127261 - RICARDO TITZE DE ALMEIDA
Notícia cadastrada em: 14/11/2025 16:42
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