TERAPIA FOTODINÂMICA PARA TRATAMENTO DA RADIODERMATITE AGUDA SEVERA: ESTUDO OBSERVACIONAL
Terapia de fotobiomodulação, Terapia Fotodinâmica antimicrobiana, radiodermatite aguda, radiação ionizante
Introdução: a radiodermatite é uma complicação inerente à radioterapia, com uma incidência que varia de 48 a 100%, dependendo da área de pele irradiada. Até o momento não existe um tratamento de referência ou consenso para a abordagem da radiodermatite, o que reforça a necessidade de busca por intervenções eficazes. Neste contexto, a fotobiomodulação surge como uma abordagem promissora, minimamente invasiva e bem tolerada. Quando associada a fotossensibilizante, a técnica se transforma em Terapia Fotodinâmica antimicrobiana (TFDa), tratando quadros infecciosos e biofilme, condição típica de quando o paciente atinge um grau severo de radiodermatite que se inicia com a descamação úmida. Objetivo: Descrever o efeito da TFDa no tratamento da radiodermatite aguda grave em pacientes submetidos a radioterapia. Método: Trata-se de método quantitativo, descritivo, longitudinal, no qual se pretende acompanhar cerca de 30 pacientes com câncer submetidos à radioterapia. O estudo será realizado no ambulatório de fotobiomodulação, localizado no ambulatório de radioterapia da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Universitário de Brasília (UNACON/HUB). Os pacientes que desenvolvem radiodermatite grave, caracterizada por presença de descamação úmida pontual ou disseminada, ou ulceração associada ou não a necrose, terão como indicação terapêutica a TFDa que será realizada com comprimento de onda de 660nm associada a fotossensibilizante azul de metileno a 0,1% a cada 72h, até ausência de descamação úmida. Os dados serão apresentados por meio de estatística descritiva. Resultados Esperados: Pretende-se promover uma melhora clínica significativa das lesões decorrentes da radiodermatite grave, com consequente redução do grau de radiodermatite, alívio de sintomas (em especial a dor) e a aceleração do processo de cicatrização local. Tendo como base os atendimentos realizados dentro da rotina do ambulatório de fotobiomodulação, pretende-se reduzir o período de cicatrização para até seis sessões, evitando-se um tempo prolongado de estagnação do tratamento. A terapia, se bem tolerada pelos pacientes, poderá diminuir a incidência de quadros graves de radiodermatite, contribuindo para uma qualidade de atendimento dentro do serviço de oncologia, principalmente, para o conforto dos pacientes em tratamento.