Banca de DEFESA: ISABELLA ARRUDA PIMENTEL

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ISABELLA ARRUDA PIMENTEL
DATA : 28/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://teams.microsoft.com/meet/26620237411346?p=j9tPW5lXCwovHx86Rf
TÍTULO:

(IN) JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO N OBRASIL: demandas de mulheres vítimas da ditadura civil-militar e a atuação da Comissão de Anistia (2019–2022)


PALAVRAS-CHAVES:

Justiça de transição; anistiapolítica; perspectiva de gênero; reparação integral; negacionismo histórico;


PÁGINAS: 220
RESUMO:

 

A consolidação democrática é um processo em permanente construção, atravessado por disputas em torno da memória e da verdade histórica. Nesse contexto, a implementação de um programa estatal de reparação às vítimasdaditaduracivil-militarrepresentaesforçorelevante,aindaque marcado por reveses. Situada no campo da Justiça de Transição, a presente tese examina a atuação da Comissão de Anistia brasileira no período de 2019 a 2022, sob uma perspectivadegênero,investigandoo reconhecimento e o direito àreparaçãointegraldemulheresperseguidas pela ditadura, bem como as dinâmicas de negação capazes de produzir novas formas de violência institucional. A pesquisa adota abordagem qualitativa, desenvolvida a partir deestudodecaso,aplicandoanálisede conteúdo a documentos oficiais produzidos em procedimento administrativo de anistia política. O marco teórico articula trêscategorias analíticas centrais —reconhecimento,reparaçãointegralenegacionismo histórico — e dialoga com os parâmetros internacionais e nacionais relativos ao direito à memória, à verdade e à reparação. O corpus empírico revelou entendimentos divergentes proferidos no interior deum mesmo procedimento, circunstância que permitiu examinar, de forma situada, as racionalidades interpretativas mobilizadas. Os resultados indicam que, dentrodorecortedapesquisa,astensõesentreafinalidade constitucional da anistia política e práticas decisórias ancoradas em premissas negacionistas do passado autoritário comprometem o reconhecimento da condição da vítima. Tais dinâmicas revelam-se particularmente sensíveis quando consideradas as experiências de mulheres perseguidas pelo regime militar, que até os dias atuais atravessam processos de invisibilização e silenciamento. Ao iluminar a dinâmica institucional de um órgão central da política reparatória brasileira, a pesquisa contribui para o debate acadêmico acerca dos desafios contemporâneos da Justiça de Transição no Brasil,bem como  para o entendimento dos limites edaspossibilidadesdepráticasestatais centradas nas vítimas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1728968 - ENEA DE STUTZ E ALMEIDA
Interno - ***.173.968-** - JOSE GERALDO DE SOUSA JUNIOR - UnB
Interna - 1645163 - SIMONE RODRIGUES PINTO
Externa à Instituição - CAROLINA DE CAMPOS MELO - PUC - RJ
Externo à Instituição - Rodrigo Freire de Carvalho e Silva - UFPB
Notícia cadastrada em: 19/03/2026 09:00
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